Algumas palavras

Deveria tomar cuidado com as palavras, mas não o faço. Todos devem saber a verdade, não importa o quão dolorida esta seja! Idealista, talvez!
Se está aqui, sabe que não encontrará nenhum Machado de Assis nas minhas complicadas palavras. Contudo, poderá encontrar sentimentos fortes e sinceros como nos delírios de Bento Santiago.
Espero que minhas palavras possam mexer com o sentimento de cada um. Mesmo que odeiem o que estão lendo, ao menos ainda estão sentindo!
Desculpem-me antecipadamente por tudo, e uma boa leitura!

domingo, 18 de julho de 2010

De menino para menina

Amei sim, eu te amei cada minuto.

Minha vida toda estive na condição de que nenhuma mereceria todo o amor que eu podia proporcionar, já hoje em dia muitas coisas mudaram, inclusive os papéis que chegaram até mesmo a uma reviravolta tamanha, que já não caibo mais em posições tais como “sofrendo de amor” ou “Sempre amando sempre sofrendo”!

Agora eu causo isso, eu faço com que ela sofra. Mas já estive nessas condições e sei que ela não consegue me odiar por mais que ela queira. Simplesmente incapaz. Mal consegue se questionar sobre não me amar.

Não consigo me agredir mesmo sabendo o quanto fui covarde. E o que ela me disse, como pode ser verdade, ela não sabe o que fala.

Talvez o que acabei de mencionar servisse há algum tempo, porem neste inverso, certamente não é mais valido.

Sinceramente, como pude? Eu não sei. Ou talvez uma resposta simplória: quem sabe eu não sou o mais popular cachorro!

A ultima coisa que eu quero que saiba é que eu ainda te amo. E por isso sei que merece alguém melhor.

segunda-feira, 21 de junho de 2010

Inesperado

Momentos únicos que vem da mais completa espontaneidade. Nessas horas a moral deixa a desejar e é esquecida por quem se deixa dominar pela vontade. Uma vontade inesperada, tão espontânea quanto o ato em si.

Um beijo leva a outro e quando se vê, as coisas já saíram do controle. Como isso é possível? Como a moral pode ser esquecida tão facilmente?

Depois vem a culpa, a sensação de que aquilo deveria ter sido evitado, contudo vem a certeza de que se repetido, aconteceria tudo outra vez.

Arrependimento é uma palavra sem significado. “Arrependo-me apenas das coisas que deixo de fazer”, talvez seja a única frase em que essa palavra se encaixe. Então porque a culpa? Porque essa sensação que não deixa a mente se tranqüilizar?

Um momento espontâneo que fica impregnado nos mais profundos pensamentos. Talvez a culpa seja na realidade a sensação de satisfação extrema que por tempos não se sentiu. Tanto tempo que até mesmo foi esquecida.

Não se pode voltar atrás, muito menos nos momentos de espontaneidade e as conseqüências vêm sem que se possa mudá-las.

As lembranças, as conseqüências e as sensações, poderiam se esvair, mas dizem que nada tem um fim, tudo se conecta e até que o próximo acontecimento venha e tome o lugar de importância do primeiro, estará este vivido na mente perturbada que espera em vão a calmaria que nunca chegará.

sábado, 19 de junho de 2010

Para você

A escuridão se vai quando deixamos a luz entrar.

segunda-feira, 14 de junho de 2010

Fernando Pessoa já dizia...

Pouco me importa.
Pouco me importa o quê?
Não sei: pouco me importa.

Alberto Caeiro, 24-10-1917

quarta-feira, 19 de maio de 2010

A felicidade que é passada



As pessoas são diferentes umas das outras. Elas tomam atitudes inesperadas e se alegram com coisas que outras consideram ser banais.

A alegria é um sentimento muito aleatório. Então como conseguimos agradar aqueles com quem nos importamos?

Deveria ser fácil. Apenas conhecer aquele que é especial, deveria bastar. Mas a mente humana é muito complexa para se conhecer verdadeiramente uma pessoa, para se saber o que se passa em sua cabeça e entender seus desejos e planos.

Outra coisa também deve ser levada em consideração. Nem sempre sabemos o que se passa em nossa própria mente e temos dificuldade de decidir e escolher caminhos que são claros para quem está de fora.

Mas o que verdadeiramente importa, é como conseguimos agradar as pessoas que fazem a diferença? Umas apenas com sua presença já se alegram, outras precisam de uma demonstração do que você sente por elas, um beijo, um abraço, um "Eu te amo".

Há também aquelas que por mais que você se esforce nunca perceberão o valor de uma amizade, o mundo é pequeno para esse tipo de pessoa. O que leva a outra questão, elas poderiam algum dia alcançar a felicidade?

Felicidade é um sentimento muito aleatório e por mais que nos esforcemos, é passageiro. Se alegrar com as pequenas coisas do mundo faz com que a vida se torne melhor. Agradecer uma demonstração de carinho e realmente se importar com quem as faz nos torna pessoas melhores.

O que nos resta então é esperar pelo próximo "Bom dia" ou pelo próximo abraço e fazer esses pequenos atos se tornarem grandes para preencherem o lugar que os cabe em nossas vidas.

domingo, 9 de maio de 2010

Cena repetida

Seria possível reviver seus maiores medos continuamente? Viver sempre o mesmo ciclo sabendo o que está por vir, assim como em uma peça de teatro que se assiste novamente? O que você faria se chegasse a um ponto de sua vida e percebesse que aquela cena já tinha se passado?
Talvez esperasse que fosse diferente, mas aquele primeiro ato de que você se lembrava agora é um segundo, idêntico. Pensando por um lado até seria uma coisa boa, você já sabe suas deixas e suas marcações, não iria errá-las. Isso tudo porque já vivenciou aquele mesmo momento e o clímax que está por vir, já é conhecido e não lhe surpreenderá.
O maior problema é que você não quer passar por aquilo novamente e sabe o que deve fazer para se proteger de tão horrível final. Sabe que reescrever a peça não seria o correto, mas seria sua única saída. E como fazê-la sem prejudicar as pessoas que encenam com você, sem tirá-las do rumo de suas próprias cenas?
Reescrever o que já foi contado seria a única esperança de se poder viver uma vida tranqüila, sem muitas cenas dramáticas. Ser o diretor de sua própria peça lhe ajudaria a se proteger. Mas será que é isso mesmo o que queremos? Tranqüilidade e uma vida sem dramas? Então porque inventamos essas histórias? Só para que depois possamos mudá-las?
No final, bem onde se encontra o clímax de nossas geniais idéias, paramos e vemos que se ficarmos alterando a história ela nunca poderá ser contada. E sem histórias o homem não vive. Por isso, não mudamos nada nessa maravilhosa peça que é a vida.
E mesmo sabendo qual será o desfecho, continuamos a representar como fomos ensinados, apenas desejando que algum dia o ciclo se quebre, e que em algum dos atos, o final se mude por conta própria e nos deixe extasiados de surpresa e emoção.

sexta-feira, 30 de abril de 2010

O centro acadêmico comunista

Hoje enquanto estudava na biblioteca de minha conceituada universidade, me distrai por um momento de meu livro de Gonçalves para prestar atenção em um jornal que já a alguns dias está em meu poder.
Esse jornal chama-se "O indeferido" e sua primeira edição foi relançada este mês. Com uma primeira página muito interessante e um história mais interessante ainda, sendo este o mesmo nome do jornal produzido ilegalmente na ditadura militar, o jornal volta a ser produzido pela mesma organizaçao estudantil de outrora.
Mas não é pela capa nem pela hitória que venho comentar desse trabalho que foi produzido pelo ativo centro academico XVI de abril, mas é pelo conteúdo. Artigos preparados por estudantes e por professores, roubaram minha atenção. Um em particupar, cujo titulo é "Os comunistas". Sua temática gira em torno de uma única frase "bando de comunistas" dita por um estudante que tentava provavelmente insultar as pessoas ali presentes.
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A definição de "comunista" dada pela estudante do 3°ano: "... significa esforçar-se por analisar, compreender e criticar a conjuntura política de um país, preocupando-se com os frutos legislativos e transformadores dessa conjuntura, os quais, com toda certeza, refletirão nas nossas vidas proficionais e na vida de outras tantas pessoas...", " é equiparavel a empreender tempo, muito tempo, para que possamos ter uma formação e que trancenda os muros da lei e da Faculdade de Direito..." e " é em última análise, preocupar-se em revolucionar nosso cotidiano e o das pessoas que por nós são afetadas, de modo que algo sempre saia transformado e melhor do que estava antes...".
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Antes mesmo de conhecer o pessoal do CA, já tinha ouvido boatos de que , em sua maioria, eram comunistas, depois da leitura desse maravilhoso artigo, gostaria eu de ser um deles!
Em sua conclusão a aluna ainda diz que " ser um comunista deveria ser o escopo algemado por todos nós, estudantes de direito". Não tendo como me opor a esse fechamento e nem querendo faze-lo, gostaria apenas de parabeniza-la pelo artigo e perguntar como as pessoas ainda conseguem ver essa palavra, COMUNISTAS, como se via antigamente, com medo e terror. Pelo visto, mesmo conhecendo a história, estamos fadados a repeti-la!