
quinta-feira, 22 de abril de 2010
sábado, 17 de abril de 2010
Flor bela do Paraíso

“A dor vai curar essas lástimas
O soro tem gosto de lágrimas
As flores têm cheiro de morte
A dor vai fechar esses cortes
Flores, flores
As flores de plástico não morrem.”
Por muito tempo não pude entender o significado dessa letra. Mesmo que tentasse seria impossível que eu o fizesse, pois não tinha, até então, a vivência que hoje tenho. Gostaria de continuar sem tê-la.
Minha reação ao atender o telefonema de minha mãe e ouvir suas palavras foi notada rapidamente: “você nunca é tão meiga Ana, o que aconteceu?”.
O que acontecera, era o já esperado pelos médicos há sete anos. O soro tinha sido retirado, seu gosto de dor e tristeza já não podia mais ser sentido. A dor só continuava em quem ainda estava aqui.
Mas é essa dor que vai curar a falta e a saudade da pessoa amada. E essa sim, foi amada por muitos, foi forte, corajosa, um modelo que nem todos conseguiriam seguir. A verdade é que a maioria das pessoas não conseguiria. A fé que exalava dela nas palavras, às vezes tão duras, dos atos mais simples, era de impressionar até o mais cético ser vivente desse mundo.
Sua dedicação ao trabalho, à família, aos amigos, seu poder de persuasão, todas essas características tão marcantes, mostram que ela não é uma mera flor de plástico, uma flor que não morre, mas também não vive.
Ela é sim, e sempre será, para todos que passaram por sua vida, uma belíssima flor, ouso dizer a mais bela, que foi retirada do jardim que é a nossa vida.
Disseram-me que ontem o céu entrou em festa ao recebê-la. E todos aqui deviam fazer o mesmo, pois era assim que ela gostaria que fosse.
As últimas palavras que ela disse a mim, foram de amor e despedida, talvez soubesse que nós não nos encontraríamos mais, pelo menos não nessa vida. Mas não importa o que aconteça de hoje em diante, sempre terei sua imagem em minha memória e tentarei seguir os conselhos que me deu em vida.
As flores de ontem, tinham cheiro de morte, mas hoje já voltam a representar a vida de sonhos que devem ser seguidos. E que ninguém nunca desista deles, pois tenho certeza, quando eu digo, que ela não desistiu e lutou até que suas forças se esvaíssem.
Obrigada por todas as felicidades que você proporcionou a minha vida e a de muitos aqui neste mundo, obrigada por sempre me apoiar em minhas decisões e principalmente, obrigada por me deixar entrar em sua vida.
Agora, tenha seu merecido descanso em seu novo jardim, o mundo não será o mesmo sem você, mas o paraíso também não será o mesmo com a sua chegada. Descanse em paz e olhe por nós flor bela do paraíso.
Por muito tempo não pude entender o significado dessa letra. Mesmo que tentasse seria impossível que eu o fizesse, pois não tinha, até então, a vivência que hoje tenho. Gostaria de continuar sem tê-la.
Minha reação ao atender o telefonema de minha mãe e ouvir suas palavras foi notada rapidamente: “você nunca é tão meiga Ana, o que aconteceu?”.
O que acontecera, era o já esperado pelos médicos há sete anos. O soro tinha sido retirado, seu gosto de dor e tristeza já não podia mais ser sentido. A dor só continuava em quem ainda estava aqui.
Mas é essa dor que vai curar a falta e a saudade da pessoa amada. E essa sim, foi amada por muitos, foi forte, corajosa, um modelo que nem todos conseguiriam seguir. A verdade é que a maioria das pessoas não conseguiria. A fé que exalava dela nas palavras, às vezes tão duras, dos atos mais simples, era de impressionar até o mais cético ser vivente desse mundo.
Sua dedicação ao trabalho, à família, aos amigos, seu poder de persuasão, todas essas características tão marcantes, mostram que ela não é uma mera flor de plástico, uma flor que não morre, mas também não vive.
Ela é sim, e sempre será, para todos que passaram por sua vida, uma belíssima flor, ouso dizer a mais bela, que foi retirada do jardim que é a nossa vida.
Disseram-me que ontem o céu entrou em festa ao recebê-la. E todos aqui deviam fazer o mesmo, pois era assim que ela gostaria que fosse.
As últimas palavras que ela disse a mim, foram de amor e despedida, talvez soubesse que nós não nos encontraríamos mais, pelo menos não nessa vida. Mas não importa o que aconteça de hoje em diante, sempre terei sua imagem em minha memória e tentarei seguir os conselhos que me deu em vida.
As flores de ontem, tinham cheiro de morte, mas hoje já voltam a representar a vida de sonhos que devem ser seguidos. E que ninguém nunca desista deles, pois tenho certeza, quando eu digo, que ela não desistiu e lutou até que suas forças se esvaíssem.
Obrigada por todas as felicidades que você proporcionou a minha vida e a de muitos aqui neste mundo, obrigada por sempre me apoiar em minhas decisões e principalmente, obrigada por me deixar entrar em sua vida.
Agora, tenha seu merecido descanso em seu novo jardim, o mundo não será o mesmo sem você, mas o paraíso também não será o mesmo com a sua chegada. Descanse em paz e olhe por nós flor bela do paraíso.
quinta-feira, 15 de abril de 2010
Tudo Mudou
Mudaram as estações
tudo mudou
E eu sei que alguma coisa aconteceu
Tá tudo assim, tão diferente
Se lembra quando a gente
deixou de acreditar
Que tudo era pra sempre
sem saber
que o pra sempre
nunca acaba
E nada vai conseguir mudar
o que ficou
Mas quando penso em alguém
não penso em você
E aí, então, eu estou bem
E mesmo com tantos motivos
pra tentar te reconquistar
Eu desisti de tentar,
agora tanto faz
Eu estou indo de volta pra casa
(parodia da música " Por enquanto" de Cássia Eller)
segunda-feira, 12 de abril de 2010
** My violet**

O sol de cada manhã
Parece ser dourado
Mas para ti é roxo...
Como a cor de teus olhos
De teu aroma, com doce gosto
Meus passos flutuam
Quando tua imagem eu vejo
Linda, bela, a principal paixão
Roxo! Da cor desta maravilhosa canção
Tentarei não chorar
Se vi-la partir um dia
Prometo não derramar
Lagrimas de sangue pelo ar
Que roxas sei que nunca hão de ficar
Pois é bela...
A violeta que me espera
Na janela, no pôr do sol
O qual me esquenta o sangue
Borbulhando meu ser
Envolto em teu aroma, em teu viver
E para nunca te esquece,
Prometo sofrer por ti
Pelo teu sorriso e tua beleza
Pela tua cor e delicadeza
Vou me despedindo...
Por favor, continue sorrindo
Contigo em minha mente hei de estar...
Pois eu sei que tu há de voltar.
"My litte violet
love you so much"
Parece ser dourado
Mas para ti é roxo...
Como a cor de teus olhos
De teu aroma, com doce gosto
Meus passos flutuam
Quando tua imagem eu vejo
Linda, bela, a principal paixão
Roxo! Da cor desta maravilhosa canção
Tentarei não chorar
Se vi-la partir um dia
Prometo não derramar
Lagrimas de sangue pelo ar
Que roxas sei que nunca hão de ficar
Pois é bela...
A violeta que me espera
Na janela, no pôr do sol
O qual me esquenta o sangue
Borbulhando meu ser
Envolto em teu aroma, em teu viver
E para nunca te esquece,
Prometo sofrer por ti
Pelo teu sorriso e tua beleza
Pela tua cor e delicadeza
Vou me despedindo...
Por favor, continue sorrindo
Contigo em minha mente hei de estar...
Pois eu sei que tu há de voltar.
"My litte violet
love you so much"
(Este poema é dedicado ao seu autor, com todo amor que ele merece!)
domingo, 4 de abril de 2010
Inocência
Hoje vi uma cena singela. Uma cena que me impressionou, tamanha foi à inocência.Uma garotinha de cinco anos, não sei ao certo, sai na sacada com sua mãe. Esta entra em um quartinho e deixa a menina que vai até a beira da sacada e vê um passarinho que acaba de voar.
― Passarinho! Grita ela, como se aquele animalzinho pudesse ouvir, até mesmo responder ao seu chamado.
Lá fica ela, a observar o pequenino. Quando se da conta de que ele não vai voltar, da alguns passos para trás como se lamentasse por ele não ter correspondido ao seu chamado tão sincero.
Depois de alguns segundos entra correndo procurando por sua mãe.
Talvez, devêssemos prestar mais atenção nas pequenas coisas que acontecem ao nosso redor. Sei que deve parecer besteira para muitos, mas aqueles segundos em que tudo aconteceu, fizeram-me feliz por muito tempo.
terça-feira, 30 de março de 2010
Ciclo de culpas
Deve ser o costume de ela achar que tudo é relacionado a mim. Deve ser mais fácil culpar-me do que resolver um problema maior. O desgaste que ela teria para consertar o vidro quebrado seria tão grande, que ela prefere sentar e chorar o que se derramou.
Sei que devo ser compreensiva e que devo tentar ajuda-la, mas como posso fazê-lo? Minha mente anda sempre a mil por hora, tenho muito em que pensar e não tenho como resolver os problemas de uma mente perturbada. Podem estar pensando que sou uma filha desnaturada, egoísta e egocêntrica. Mas não é assim. Desde sempre eu sou o ponto de equilíbrio dessa casa. Entre meus pais, meu irmão e todos que são importantes aqui.
Cansei de ser a adulta, a pessoa que tem que fazer tudo certo e ainda consertar erros alheios. Quero poder ir a festas sem um pingo de peso em minha consciência, quero poder me embebedar com minhas amigas e não precisar dar satisfação a ninguém, quero poder fazer loucuras e não ser julgada como uma mãe de família, porque eu não a sou. Vivem me dizendo que devo cuidar desse problema, porém ele não é meu, não fui eu que o coloquei no mundo. Tenho que viver minha vida como uma pessoa normal, não viver a vida de outros. Isso, ela deve entender.
Mas como se diz a uma pessoa certa de ser onisciente, que ELA, esta errada? A resposta: não se diz! Agüenta-se e tenta-se esquecer, abstrair. Talvez um dia, eu consiga acabar com essa historia, consiga sair desse ciclo vicioso de culpas e me libertar de um dever, que nunca foi verdadeiramente meu.
Sei que devo ser compreensiva e que devo tentar ajuda-la, mas como posso fazê-lo? Minha mente anda sempre a mil por hora, tenho muito em que pensar e não tenho como resolver os problemas de uma mente perturbada. Podem estar pensando que sou uma filha desnaturada, egoísta e egocêntrica. Mas não é assim. Desde sempre eu sou o ponto de equilíbrio dessa casa. Entre meus pais, meu irmão e todos que são importantes aqui.
Cansei de ser a adulta, a pessoa que tem que fazer tudo certo e ainda consertar erros alheios. Quero poder ir a festas sem um pingo de peso em minha consciência, quero poder me embebedar com minhas amigas e não precisar dar satisfação a ninguém, quero poder fazer loucuras e não ser julgada como uma mãe de família, porque eu não a sou. Vivem me dizendo que devo cuidar desse problema, porém ele não é meu, não fui eu que o coloquei no mundo. Tenho que viver minha vida como uma pessoa normal, não viver a vida de outros. Isso, ela deve entender.
Mas como se diz a uma pessoa certa de ser onisciente, que ELA, esta errada? A resposta: não se diz! Agüenta-se e tenta-se esquecer, abstrair. Talvez um dia, eu consiga acabar com essa historia, consiga sair desse ciclo vicioso de culpas e me libertar de um dever, que nunca foi verdadeiramente meu.
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